O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas-PT/PR, se licenciou da direção da Casa por sessenta dias. O deputado alegou que se afasta do posto para cuidar de “interesses particulares”. Com a manobra, Vargas quer sair dos holofotes e estancar a sangria do governo que já sofre um forte desgaste com o escândalo da Petrobras. A licença vigora até o dia 05 de junho e afasta o parlamentar tanto da vice-presidência da Câmara quanto do seu mandato de deputado federal.
Durante o afastamento, o petista ficará sem receber o salário de deputado, atualmente de R$ 26,7 mil. Ele também perde outros benefícios financeiros, como as verbas de gabinete. Apesar da manobra de Vargas, o petista não está livre de processos de investigação na Câmara, o tramite dos pedidos de representações contra o deputado também não sofrem alteração.
Vargas é investigado por seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato. A quadrilha de Youssef movimentou R$ 10 bilhões em negócios que, de acordo com suspeitas da Polícia Federal, ia de lavagem de dinheiro a financiamento ao tráfico de drogas.
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