Em um dos trechos da sentença, que condenou 11 envolvidos na operação higia, o magistrado faz a análise de descrições de escutas telefônicas utilizadas pelo MPF. As provas indicam a influência de Lauro Maia na administração da então governadora Wilma de Faria. Para Mária Jambo, mesmo sem ocupar nenhum cargo público, o advogado se valia da condição de filho da ex-governadora para influenciar servidores públicos dos mais variados escalões.
A ex-governadora Wilma de Faria não configurou na lista dos acusados pelo MPF. No entanto, a sentença do juiz federal traz um dado comprometedor. Os fatos escancarados nos elementos produzidos na investigação e na instrução processal apontam que, mesmo sem possuir matrícula, cargo ou contracheque no Governo do Estado, Lauro Maia detinha o que nenhum secretário ou servidor tinha: “um escritório dentro da residência oficial da governadora”, descreve o juiz.
A residência oficial, localizada no bairro de Morro Branco, em Natal, transformou-se numa espécie de quartel onde os condenados, comandados pelo filho da ex-governadora, estudavam e decidiam como agir no esquema de corrupção.
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