Por João Paulo da Silva
O que o filhinho do papai vai ser quando crescer?
Praticamente todas as crianças escutaram ou escutam essa pergunta de seus pais. O problema é que não se trata de uma mera pergunta. É um pacote completo. Já vem até com a resposta. Parece haver uma vontade tácita em alguns pais de se verem realizados nos próprios filhos. Desejam que seus filhos tenham a vida profissional que eles não tiveram. E nisso consiste parte de nossas frustrações.
- O meu filho vai ser médico.
- O meu, advogado.
- E o meu será dentista.
Mesmo quando se tem a melhor das intenções, há sempre o risco de ceifar pela raiz os sonhos de uma criança. Meus pais sempre me disseram que eu tinha de passar por uma universidade, estudar para ser gente e coisa e tal. Queriam, na verdade, que eu fosse alguma coisa que pudesse ser chamada de “doutor”. De qualquer forma, quando eu era criança, eles me fizeram a famosa pergunta:
- O que meu filho vai ser quando crescer?
Aos seis anos, eu já tinha a resposta na ponta da língua.
- Quero ser motorista de caminhão de lixo!
Meus pais quase tiveram um troço. E fizeram de tudo para que meu sonho não se realizasse. Um crime. Hoje sou jornalista. Mas, vez por outra, me flagro pensando com uma pontinha de remorso: para onde poderia ter ido a minha vida?
Praticamente todas as crianças escutaram ou escutam essa pergunta de seus pais. O problema é que não se trata de uma mera pergunta. É um pacote completo. Já vem até com a resposta. Parece haver uma vontade tácita em alguns pais de se verem realizados nos próprios filhos. Desejam que seus filhos tenham a vida profissional que eles não tiveram. E nisso consiste parte de nossas frustrações.
- O meu filho vai ser médico.
- O meu, advogado.
- E o meu será dentista.
Mesmo quando se tem a melhor das intenções, há sempre o risco de ceifar pela raiz os sonhos de uma criança. Meus pais sempre me disseram que eu tinha de passar por uma universidade, estudar para ser gente e coisa e tal. Queriam, na verdade, que eu fosse alguma coisa que pudesse ser chamada de “doutor”. De qualquer forma, quando eu era criança, eles me fizeram a famosa pergunta:
- O que meu filho vai ser quando crescer?
Aos seis anos, eu já tinha a resposta na ponta da língua.
- Quero ser motorista de caminhão de lixo!
Meus pais quase tiveram um troço. E fizeram de tudo para que meu sonho não se realizasse. Um crime. Hoje sou jornalista. Mas, vez por outra, me flagro pensando com uma pontinha de remorso: para onde poderia ter ido a minha vida?
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